Geração distribuída solar do Brasil ultrapassa 35 GW
YourWatts Editorial · ANEEL
A capacidade de geração distribuída do Brasil ultrapassou oficialmente 35 GW em março de 2026, de acordo com dados da ANEEL, representando a taxa de adoção de energia solar residencial e comercial mais rápida do mundo nos últimos dois anos. Apesar de a Lei 14.300/2022 introduzir uma redução gradual dos benefícios de medição líquida - incluindo a aplicação gradual de taxas de fio TUSD sobre a energia injetada - as instalações continuaram a se acelerar, impulsionadas por tarifas de eletricidade recorde e pela queda do custo dos módulos fotovoltaicos importados da China. A ANEEL relata que os sistemas residenciais com menos de 5 kW agora representam 67% das novas conexões, em comparação com 52% em 2024, indicando que a tecnologia entrou firmemente no mercado doméstico. A isenção de impostos estaduais de ICMS para equipamentos solares, ratificada na maioria dos estados brasileiros pelo Convênio CONFAZ 16/15, continua a ser um impulsionador significativo. A combinação de zero ICMS, zero contribuições federais de PIS/COFINS e a validade contínua de 5 anos do crédito de energia de acordo com as regras de medição líquida de origem faz do Brasil um dos mercados solares mais atraentes do mundo. O financiamento do BNDES Finame, disponível por meio dos principais bancos comerciais a taxas anuais de TLP de 0,5 a 2%, financiou mais de R$ 8 bilhões em projetos solares residenciais e comerciais somente em 2025. Os analistas do setor preveem que a energia solar distribuída brasileira atingirá 50 GW até o final de 2027 se as tendências atuais continuarem, colocando a energia solar no caminho certo para fornecer mais de 12% da eletricidade do país até o final da década.